Algumas coisas sobre nosso pedaço profissional.

Aqui, dos meus (poucos, muito poucos) 8 anos de atividades profis, se houve algo que acumulei neste período foram lições, muitas lições. Compartilho aqui as que tenho como mais importantes para o meu dia-a-dia, e que farei a minha parte para que componham um futuro tão feliz quanto tem sido o hoje, numa carreira ainda mais divertida [que, lembrem-se: não é tudo na vida!].

Humildade: não somos melhores nem piores que ninguém, absolutamente ninguém. Me divirto quando vejo os recém-formados arrotando especialidades e/ou sustentando uma visão “mundo rosa” do mercado que só algumas semanas de jobs de verdade (quase) retiram, tal qual quando escolados espalham seus cabelos brancos ou suas longas histórias como se (a) tivessem feito tudo sozinhos e (b) fossem de fato autossuficientes, nascendo prontos. Ter a consciência dum certo patamar de igualdade nos permite ouvir com atenção quem nos parece superior, bem como falar com clareza quando alguém se inferioriza diante de nós. Muitas vezes é só uma questão da forma de falar, e não de hierarquias. E em todas as vezes é só uma questão de bom senso: aprendemos ensinando, ensinamos ao aprender.

Paciência: irmã siamesa da humildade e elemento imprescindível para a construção de qualquer coisa, do mais simples cartaz ao planejamento estratégico de marca para os próximos 10 anos, passando por tudo que faz parte do resto da nossa vida e dos nossos dias, invariavelmente atribulados. Ninguém fica mais rico ou mais pobre quando discute o sexo dos anjos até que o seu anjo tenha o sexo que você queira (no máximo ganham mais facilmente o rótulo de chato, vai por mim). Ninguém cresce na carreira quando acha que ela resume-se a ganhar ou perder batalhas verbais, mas corre o risco do sucesso quando fica mais ocupado em resolver os problemas que os clientes nos propõem.

 

Incompetência: acorde e/ou vá dormir pensando no seguinte – você será melhor daqui um ano e há seis meses, era pior do que hoje. Não ter o rei na barriga e saber que com cada cliente, em cada job (e até com cada vetorzinho pronto que você baixa e usa sem fazer uma misera modificação) você aprende. Só na perspectiva da incompetência é que nos movemos e nos dispomos a algum tipo de melhora. [Vale pra vida, viu? Blablabla´s motivacionais a parte, ser melhor a cada dia é um exercício interessante: afinal tu vive para que, cara pálida?]. Reserve algum tempo para estudar seus trabalhos, relembre os caminhos que percorreu para determinadas soluções. Ali você encontra o que fazer diferente. E adota novos caminhos diante de novas possibilidades. E daqui alguns anos talvez não sinta orgulho algum do que produzia – mas estará fazendo o que naquele instante, acredita que efetivamente valha a pena.

Aprender, sempre: até onde conheço, a melhor forma de resolver a incompetência que citei acima. Ter tesão de estudar, mas não aquele estudo sonolento de você numa cadeira escutando, alguém na tua frente falando. Nanananina. Aprenda a sua melhor forma de aprender, desenvolva, pratique, aprenda, aprenda aprenda. Do mais simples tutorial a um curso onde tenha que esperar seis meses para completar turma.


Foco: tem aquele texto clichê (até não poder mais) que diz que as pessoas mais interessantes que pode se conhecer às vezes não sabem o que querem. Okei okei, faz sentido. Mas enquanto você descobre o que realmente quer fazer da vida (ou já se encontrou e não sabe?), ocupe-se de fato com aquilo. É a única chance real de (a) mudar de lugar quando o atual é incomodo [já que o tempo foi utilizado para fazer coisas bacanas] e (b) descobrir de fato se usar 2/3 do seu dia útil com isto é o que vai fazer você menos desgostoso com a vida.

Sempre tem mais: por isso não guarde nada do que escrevi aqui como absoluto e impresso em pedras. Leia com atenção, releia se tiver chego até aqui. Mas pratique, cresça e apareça. Vai trabalhar pra viver, que de gente vivendo para trabalhar o mundo está cheio. E deixa o resto ser o resto!

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  1. tonykarlos posted this

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